domingo, 8 de março de 2009
3 meses
Vancouver, cidade situada na costa oeste do Canada, considerada uma das melhores cidades do mundo para se viver. Faz agora pouco mais de três meses que me mudei para cá. Quando cheguei num frio e invernoso dia de Janeiro pensei que iria ter de me adaptar a uma cultura totalmente diferente. Nada disso. A primeira pergunta que se põe é: Qual cultura?! A tolerância face à pluridade cultural é uma das bandeiras desta cidade mas, na minha opinião, essa tolerância tem sido exercida/conseguida por, basicamente, fugir da integração. Simplificando, de que serve uma cidade multicultural e tolerante se todas as ditas culturas estão resguardadas hermeticamente sem se tocarem? E, neste cenário actual, o preço a pagar pela tolerância é a impessoalidade. Obviamente (e felizmente) existem bastante excepções.
Em relação ao cenário natural da cidade, esse sim, faz jus ao título de um dos mais bonitos do mundo.
Em relação ao programa da VFS - e acho que deve ser a primeira vez que falo dele aqui - tem vindo gradulamente a subir de interesse, dificuldade e exigência. Não posso dizer que já aprendi alguma cooooooisa que me mudará como professional mas sim uma série de outras que me complementam como maluco do som (o que por um lado até é bom sinal, já que significa que os meus pressupostos não estavam nada errados). A minha turma é uma mistura de gente tão diferente em idades, valores e formas de ser que, por vezes, torna-se um divertido exercício sociológico observar como cada um reage aos momentos de stress e de confronto. Eu incluído.
De resto, o volume de trabalho tem vindo a aumentar com prazos cada vez mais reduzidos porque, na filosofia de indústria que impera no mundo do cinema, o importante é entregar o trabalho bem e a tempo. Quanto mais rápido isso for feito, mais rapidamente se abre espaço a um novo cliente. Mais clientes, mais dollars.. Simples, não? Do it well, fast and underbudget...
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